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Criado em junho de 2013, Ler Pode Ser Assustador é uma família de colaboradores que tem como hobby escrever, traduzir e compartilhar histórias/creepypastas com seus visitantes. Com gênero voltado ao terror, o blog traz mais de Mil publicações, dentre elas: creepypastas, lendas urbanas, livros, séries, filmes, etc. O Blog é mais conhecido por seu trabalho com as traduções da série de creepypastas: The Holders (Os Portadores) e também por suas próprias séries, como: O Terror Está ao Seu Lado, Adote Um Demônio, Pergaminhos da Morte e Meu Pesadelo Acordou Para a Realidade.

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Onde Ler Pode Ser Assustador

Desde 2013

Publicações

Metro Noturno


Certa noite, Luciana pegou o último trem sentido à sua casa. Ela sentou oposta à uma mulher que estava sentada entre dois homens. Ela não ligou muito para os dois homens, a única coisa que a incomodava era o fato que a moça na sua frente estava a encarando, ela não podia ver muito bem pois a mulher estava com o capuz do casaco. Quando o trem parou, um homem entrou e sentou ao lado da mulher. Após 5 minutos, o homem sem virar na direção da menina falou baixo porém em uma altura que a menina conseguisse ouvir. " Você tem que confiar em mim, desça na próxima estação comigo."

Assim que o trem parou, mesmo com certo medo do que pudesse acontecer, a garota saiu do trem assim que as portas se abriram. Assim que eles saíram, as portas fecharam e os dois em silêncio ficaram olhando enquanto o trem ganhava velocidade e seguia seu caminho. Então o silêncio foi quebrado quando o homem olhou em direção a menina e falou: "Graças a deus, eu sou médico e aquela mulher estava morta, e aqueles dois homens estavam segurando ela."

Pequeno Favor

[Olá pessoal. 

Devido a alguns problemas, estou publicando através de minha conta um conto escrito pela Ana Paula, uma de nossos colaboradores. Gostaria de pedir forças a vocês para que ela possa estar voltando para nós o mais breve possível. Ela leva jeito para a coisa e, pessoalmente, gostaria de ver muito mais dela. Espero que pensem o mesmo e fiquem com mais um conto escrito por Ana Paula. 

Atenciosamente,
Alan Douglas.]

PEQUENO FAVOR


Quando eu era criança, vivia me mudando com minha família, escola nova e novos amigos sempre era comum, em um certo ano minha mãe desenvolveu uma doença grave, da qual na época pouco se sabia. Passados alguns meses ela veio a falecer, e então passamos a viver eu e meu pai. As mudanças pararam.

Embora meu pai não mostrasse, a falta de minha mãe era algo que acabava com ele, passou a ficar cada vez mais no seu trabalho e eu sozinho em casa, trancado em meu quarto, no meu computador. Resolvi que devia tentar falar com minha mãe, dizem que podemos nos comunicar com mortos, então por que não? Afinal, mesmo morta ainda era minha mãe, virei a noite no computador procurando a melhor forma... e encontrei... o encanto dos mortos. 

Sentei-me na sala , luzes apagas e velas acessas, entoando as palavras e observando o lugar. Nada acontece. Começo então as perguntas: ‘Mãe você está aí ?’,  ‘Mãe, se estiver, fale comigo. Sentimos sua falta’, as velas se apagam... eu sinto algo próximo a mim.

Tomo coragem e repito ‘ Mãe você está aí?’, um suspiro e a voz chorosa no meu ouvido... ” Sim” . ‘ Tem alguma outra forma de estarmos sempre em contato, não quero perde-la novamente’,  ” computador”...

Corro para meu quarto, o computador desligado, quando pego na tomada para ligá-lo a tela se liga sozinha, assustado observo a cena , as palavras começam a surgir na tela, sento para ler :

”Que saudade meu filho, como está o seu pai? Sinto tanta falta de vocês, dessa forma sempre estaremos em contato, mas não diga nada a seu pai, ele pode não entender. Para que eu possa continuar aqui, preciso de alguns favores... tudo bem? “

Apenas concordo com a cabeça e os olhos cheios de lágrimas, pergunto o que precisa e a resposta chega imediata:

” Preciso que pegue o livro, diga as palavras da página 6 e pegue um tigela, corte a palma da sua mão direita, repita as palavras, e diga em voz alta ”eu aceito que venha para o meu plano, eu aceito que use o meu ser ” assim eu poderei voltar e apenas você poderá me ver, filho, eu estarei do seu lado até a sua velhice.”

Fiz exatamente o que minha mãe me pediu, mas não vi ela, corri para o computador novamente, e havia apenas uma mensagem, ”Agora você é meu, assim como sua mãe, obrigada pelo favor. Com amor LCF .“

Não acredito no que estou lendo, o que eu fiz? Corro para o quarto de meu pai, mas ele não está lá, volto a meu quarto e ele me observa, sua sombra negra com cheiro de podre, vem ao meu encontro, posso ver seus olhos em chamas, ele quer me abraçar.

A última coisa que ouvi foram os gritos de meu pai ao chegar e me ver pendurado no teto, com a corda em meu pescoço, os olhos cheios de sangue e minhas tripas no chão do quarto. “Não chore papai, eu ainda posso estar com você, olhe o meu computador.”

Escrito por: Ana Paula
De: Ler Pode Ser Assustador

The Black Science - Episódio 2

Conheça a Criação de Vocês, Humanos.


Recapitulando: 

Uma investigadora americana chamada Lyla Robertz foi contratada pela Interpol para investigar a aparição de uma senhora, ligada a acidentes causados na mesma rua em que foi avistada. Quando Lyla chegou ao local do ocorrido, foi abordada por uma garota de 8 anos, que agiu como se a velha fosse "inocente" e os humanos desejassem sua morte. 

Quando a investigadora descordou, essa criança começou a chorar, e a senhora apareceu e após recitar um discurso de ódio a humanos, Lyla adormeceu e acordou em seu apartamento, mas notou que estava presa a um mundo paralelo rodeado de carniçais. Enquanto isso, Jack Simons ainda permanece preso, até se deparar com uma figura do seu passado.

Continuando de onde parou:

- Você, eu me lembro de você, antes de me tornar o que eu sou, você salvou a minha vida!
- Salvei o que? - disse eu - Quem é você? Como vim parar aqui? Preciso ir embora, se eu realmente salvei a sua vida deixe-me sair daqui, porra!

- Olhe a boca, jovem. Você tem sorte de ainda estar vivo, pois eu disse a eles que A Deusa Mãe tem planos para você, não a faça mudar de ideia. Se comporte para se tornar um de nós, aceite sua nova vida, aceite a sua verdadeira natureza. 

Depois dele falar, duas daquelas criaturas com espinhos ósseos e dentes afiados as quais eles chamam de  v-plague entraram na minha cela e começaram a me arrastar pelo corredor 

- O que? Me soltem! Onde estão me levando? O que vocês vão fazer? Me soltem! ME SOLTEM!

Me levaram até uma cala, me colocaram em uma maca numa espécie de sala cirúrgica, e aplicaram uma especie de liquido transparente dentro de uma seringa grande, e minha vista começou a embaçar. 

- O que vocês fizeram comigo? Que diabos está acontecendo aqui? SOCORROOOOO!

No mesmo lugar, com a visão de Longhand:


- Deixe o paciente repousar, coloque-o em um quarto decente para que possa aceitar a transição, ele ainda não está preparado para aceitar a Deusa Mãe, logo estará pronto e poderá lidar com isso melhor.

Assim que Jack foi levado pelos guardas aos aposentos, eu fui checar mais uma vez como os prisioneiros estavam, e tive que matar mais dois deles por mal comportamento. Segui para o refeitório, até que Anna veio até mim e disse:

- Aquele policial está bem? estamos precisando de mais soldados para defender a base, os cientistas que nós criamos sabem onde estamos escondidos, será questão de tempo até que mandem um exército em cima de nós. Precisamos agir enquanto há tempo, antes que os humanos ataquem novamente.
- Não se preocupe minha fada, a Deusa nos fornecerá proteção para que nada disso ocorra. Quanto ao jovem, somente o tempo dirá se ele será útil ou não para nós. Vá rezar, peça proteção aos deuses para que eles providenciem segurança ao nosso povo. Ofereça três soldados como sacrifício ao Cérbero para que ele mantenha seus cães cercando a base, nos protegendo do inimigo.

- Sim senhor!

Desde que nós usamos esse bunker como esconderijo, Anna sempre foi a fada mais responsável em cuidar dos nossos irmãos. Para quem não sabe, fada não é aquela mulherzinha voadora que aparece em desenhos, não. Fadas como Anna, são elfos femininos, são seres sábios e possuem a capacidade de controlar as plantas e os animais. Anna é uma das sacerdotisas da Deusa Mãe, e é graças a ela que estamos seguros.

Depois de eu ter jantado no refeitório, um dos ghouls vieram até mim e disse: 

- O paciente já completou a transição, porém, não esperávamos por isso... ele... ele apresentou...
- DESEMBUCHA LOGO!

- Jack Simons fugiu e se tornou um DELES... UM DOS IMPUROS.
- Mandem os caçadores rastreá-lo, ele não deve ter ido muito longe. E fale para eles tomarem cuidado, ainda não sabemos o que o hyper-v-serum faz com uma pessoa, ainda não se sabe que tipo de criatura ele se transformou. 

Enquanto isso, nas florestas de New Asgard

- Cara, você ficou sabendo de um policial que desapareceu esses dias após tentar impedir um assalto à uma loja? - disse o caçador calvo.
- Sim, cara, vi os noticiários ontem a noite. Falaram sobre ele, espero que ele esteja bem, seria uma pena ele ter... AAAAAAAAAAAHH

- Não, não me mata por favor, NÃAAAAAAAO...

Eu não tive intenção alguma de matá-los, porém, não sei como desenvolvi essa avidez por sangue e estou pálido demais. E, o mais bizarro de tudo isso: desde quando enxergo no escuro? E eu ainda quero saber: o que diabos fizeram para que Arthur Longhand se tornasse uma árvore ambulante?

CONTINUA...

O Diário Mental de Henrietta Jones [REVISAR]


O vento soprava forte entre as casas, fazendo com que janelas batessem subitamente e as cortinas se ouriçassem, dançando sobres os moveis de mogno das salas, nas casas simétricas e amarelas da Rua Orton. Menos as cortinas da casa dos Jones, que estavam intactas, mas não pela janela estar fechada, mas porque elas eram feitas de um tecido pesado que impedia que qualquer sopro ou luz entrasse na casa.

O senhor Frank Jones era alguém de que toda a vizinhança desconfiava.

A senhora Torps, desconfiava que ele havia roubado um de seus lustrosos anões de jardim. O senhor Donner, que morava do outro lado da rua, desconfiava que ele havia atropelado sua caixa de correio em uma manhã nublada de sábado. E a pequena Tifani Wilson achava que ele havia furado os pneus de sua bicicleta nova, apenas por ela ter passado outro dia por cima do gramado seco dele.

Mas como ele poderia fazer isso, aparentemente eu não sei, pois segundo o medico da família ele possui várias doenças, como: hernia de disco, bico de papagaio, tendinite, artrite, e joanetes nos pês, que tirariam a fome de qualquer um. E como eu sei disso?

Bem eu sou a neta dele. Eu nasci e cresci nesta casa, e apesar de ser tetraplégica, eu tenho uma boa vida.

Meu avô me disse que minha mãe se foi á muito tempo, e minha avó também. Ele é a única pessoa que eu conheço e confio, apesar de as vezes ele me assustar com o modo que fala comigo. Não é que eu não seja grata por tudo que ele me faz, mas ele nunca responde as minhas perguntas, em relação ao passado.

Outro dia eu pedi para ver a foto da minha mãe, e ele disse que não tinha nenhuma, eu perguntei se tinha alguma de minha avó, e ele me mostrou uma foto dela de quando ela era adolescente, o estranho é que ela estava em uma lanchonete, e a foto estava em um ângulo estranho, como se tivesse sido tirada de baixo de uma mesa.

Bom até ai tudo bem, mas então eu o perguntei o porquê de eu ter ficado daquela maneira, e se eu apenas não me mexia, por que ele substituiu meus braços e pernas por membros de plástico? Naquele dia ele apenas ficou zangado, e respondeu que era para eu ser locomovida melhor.

Depois de algum tempo eu parei de perguntar, mas então uma revolta começou a crescer dentro de mim. Tínhamos uma biblioteca no primeiro andar, e eu o perguntei porque nunca me ensinaram a ler... E no dia seguinte, havia um medico em nossa casa.

Ele chegou em um horário estranho, por volta das dez da noite, e meu avô me disse que ele havia vindo me medicar, mas eu não estava doente, eu nunca ficava doente. Mas o que eu podia fazer não é? Além de ficar la parada sem resistir. Eles me deitaram em uma maca, e o medico introduziu uma injeção em meu pescoço.

Eu apaguei. Por um minuto eu me elevei á inexistência total.

Quando me dei conta, estavam me mandando abrir os olhos, eu nem sequer sabia que estava viva. O doutor, esperou que eu estivesse totalmente acordada, e me explicou, que teve de tirar minhas amígdalas e que eu iria apenas me alimentar de líquidos a partir dali, e que não poderia falar. Ele instruiu meu avô que me desse um remédio para dor duas vezes ao dia, e esse me daria sono.

Quatro dias, três semanas, dois meses, e eu não conseguia falar, mas já me alimentava normalmente, o que era muito melhor do que a comida batida no liquidificador, que tinha gosto de merda.

Mas ainda sim, o pior estava muito mais perto agora. Eu continuava tomando remédios, todos os dias, mas no dia que eu não tomei o medico veio me visitar novamente. Ele trazia com ele um assistente, que o ajudou a carregar para dentro da casa muitas coisas pesadas, pelo que pude ouvir, eu vi vários aparelhos sendo arrastados pelo corredor, e então foram provavelmente colocados na sala de hospedes.

Ele vieram me buscar numa maca novamente, e eu nada pude perguntar dessa vez. Eles me colocaram em uma cama que haviam vários aparelhos em volta,um deles uma televisão pequena e amarela.Eles levantaram meu pijama e passaram um gel em minha barriga, o medico entrou no quarto, com uma mascara no rosto, e me olhou com um ar de pena. Ele sacou um aparelho e passou em minha barriga. Na pequena tevê ao lado da cama, as imagens começaram a surgir, eram borrões brancos, mas para o medico aquilo fez todo sentido. Meu avô entrou no quarto com os olhos brilhando e um sorriso no rosto. O medico olhou para ele e lhe deu os parabéns..."Parabéns o senhor é um homem de sorte, é uma menina."

Mas eu eu estava com o rosto branco, e gelado como se uma geladeira tivesse caído sobre minha cabeça, eu estava gravida, do meu avô... Eu olhei para todos em volta e comecei a chorar um choro sem som, que apenas era percebido pelo meu rosto vermelho e inchando e as lágrimas e inundavam meus olhos.

Naquela noite eu não dormi.

Alguns meses se passaram, e eu nada pude fazer, eu apenas estava ali viva, como uma planta, mas sem nenhuma razão para viver. Até que certo dia meu avô sentou na beira de minha cama com uma caixa nas mãos. Ele disse com um sorriso sombrio no rosto "Gostaria de conhecer sua mãe?". E eu apenas balancei a cabeça, acenando um sim.

Ele então tirou da caixa muitas fotos, ela era linda, em uma foto ela era uma pequena menina loira, brincando com uma boneca, e sentada em uma cadeira de rodas. Em outras fotos ela já era adolescente e tinha longos cabelos lisos e loiros, e usava uma blusa de renda que mostrava seus seios fartos. Mas não a havia nenhuma foto da minha avó ali, pelo menos ele não me mostrou. Eu as estava observando, notando a semelhanças que nós tínhamos, eu e minha mãe. Quando fui interrompida pelos soluços de choro do meu avô, que olhava para uma das fotos e a molhava ao mesmo tempo com suas lágrimas.

Ele olhou para cima, nos meus olhos e começou a contar o que seria a história da minha vida.

"Querida eu não queria que isso tudo fosse tão doloroso para você, mas isso que faço é o legado que meu pai deixou para mim, eu sou fruto de uma de suas bonecas, e como nasci um menino ele não pode me transformar, ou me vender."

Eu franzi minhas sobrancelhas em um movimento, que demostrava minha confusão mental, e ele continuou.

"Olha meu amor, eu sei que vai parecer perverso, mas sua avó e sua mãe foram minhas bonecas sexuais, assim como você foi e sua filha será. Mas lhe prometo que depois dela não haverá mais nenhuma. Você teve mais três irmãs e tinha uma tia. E todas elas foram vendidas pelo mundo, e com o dinheiro eu consegui a boa vida que eu tenho, e lhe proporcionei pelo que você teve de vida. Sua avó... Aaahh... Ele era uma moça muito bonita quando meu pai me ajudou á pegá-la, mas cometemos muitos erros. Dos quais eu nunca mais cometerei"

Meus olhos estavam em um diluvio incessante, eu comecei a bater minha cabeça no travesseiro, tentando me causar alguma dor que me levasse a morte, mas a cama era confortável demais, grande demais, e tinha grades nas laterais.

Nos dias que seguiram, eu me comportei como o que ele queria que eu fosse, eu não comia e não dormia, minha barriga estava enorme, e eles continuavam me dizendo que se eu não comece, mataria a mim e ao feto. Eu respondia sempre com uma cara zangada que queria dizer o palavrão mais ofensivo de todos. Mas mesmo eu tentando lutar, o dia em que eu tinha de dar a luz chegou.

Eu grunhia, e abria minha boca como se gritasse, mas a única coisa que eu podia fazer era contorcer meu torço. O medico chegou as pressas e eu já estava na mesa para o parto. Eles me deram, acho que anestesia local, pelo que entendi o medico falar. E cortaram minha barriga ao meio, sem se importar se eu assistia. Eu vomitei no sapato do ajudante que estava ao meu lado, e levantei a cabeça num sorriso insano, olhando para ele, como se aquela fosse minha vingança. Eles puxaram e repuxaram meus intestinos, e depois tiraram a pequena bebê infeliz, eles cortaram o cordão que me ligava a ela, colocaram minhas entranhas para dentro e me costuraram.

Mostraram-me a bebê, era linda. Meu sequestrador/avô então me trouxe o restante das fotos que eu não havia visto. E apesar daquela ser uma péssima hora eu aceitei ver. Em uma mostrava minha mãe de roupas intimas, deitada em uma cama dopada, ela ainda tinha seus braços e pernas. Em outra ele mostra a mim deitada na cama do meu quarto vestida do mesmo modo sensual.

Nessa hora eu reuni toda a saliva em minha boca e cuspi no rosto dele, ele então me deu um tapa na cara que eu quase quebrei o pescoço.

Mas ele continuou a me mostrar as últimas fotos, era uma foto dele ao lado da minha mãe que me segurava no colo. Ele então tirou de dentro da caixa uma máquina fotográfica, e pediu para que o assistente tirasse uma foto nossa com o bebê. O homem parecia enojado, com ânsia, mas, mesmo assim, ajudou.

Meu "sequestravô" me deu um beijo na testa, e disse que nossa filha seria perfeita como um animal lobotomizado. Ele então pegou a mão da bebezinha e fez com ele um gesto de adeus, e falou em quanto saia do quarto "Esqueci de lhe falar como sua mãe morreu, mas você vai saber logo, assim como vai descobrir o que temos no porão". Ele saiu do quarto fazendo um gesto para o assistente me levar para baixo.

Eles desceram comigo os três lances de rampas, até chegarmos ao térreo onde entramos em uma porta preta brilhante. Ele me jogou no chão, e o medico tirou uma seringa... injetou um liquido viçoso no meu braço, e tudo começou a ficar turvo. A última imagem que vejo é do assistente, abrindo a porta de um grande forno...

Foto Ilustrativa: Enchanted Doll
Fonte: Creepy World

Ruas Vazias

Quando sai da estação estava chovendo muito, abri meu guarda-chuva e comecei a andar. Mas algo estava estranho, uma sensação de desconforto tomava conta de mim.

Estranho.....

Todas as pessoas que cruzavam o meu caminho não usavam guarda-chuva. Todos estavam em silêncio e com um olhar sério e o pior de tudo é que todos andavam na mesma direção.

Ao longo do caminho um taxista parou do meu lado e acenou para que eu fosse até sua direção. Eu gesticulei que não precisava mas ainda sim ele fez sinal para que entrasse em seu carro. Ele foi tão insistente que desisti de negar e fui em sua direção. Foi até bom pois era uma chance de escapar daquela atmosfera estranha.

Mais tarde durante o caminho e com uma face pálida ele me falou:
"Então.....Eu te vi andando na rua como se quisesse desviar das pessoas, mas como a rua estava vazia então decidi que deveria te ajudar."

The Black Science - Episódio 1

Realidade, infelizmente.


16 de Julho de 2016, Paris - França; Lyla Robertz.

Há cerca de 2 semanas, um grande surto global ocorreu, criaturas que antes eram consideradas lendas foram vistas em vários lugares do mundo, e por este motivo deixei New Orleans - EUA para investigar a aparição de uma criatura estranha em Paris. 

Segundo uma filmagem feita por um jovem, trata-se de uma velha de 72 anos, com uma capa roxa que cobre quase todo seu corpo e cabeça, exceto seu rosto que é contornado por 2 mechas de cabelo tão branco como a neve. O rosto da "bruxa", é de um tom branco levemente bronzeado, com olhos completamente brancos e ela não possui nariz. No lugar deles, apenas duas cavidades horrendas onde ficam as narinas. 

Segundo os cidadãos que avistaram essa aberração, ela causava transtornos onde passava, desde vidros quebrando espontaneamente, pássaros atacando civis, acidentes de carro, e outras tragédias.

Eu sou Lyla Robertz, uma investigadora que foi contratada pela Interpol para encontrar tal senhora e descobrir o que está acontecendo. Assim que cheguei em Paris, aluguei um hotel próximo a rua em que a velha foi avistada. Depois de ajeitar as coisas, fui a rua em que ocorreu o incidente. Lá havia postes entortados, luzes da rua quebradas, janelas e vitrines quebradas e o mais bizarro, havia corpos e muito sangue, como se nenhuma das autoridades fossem capazes de retirar os corpos dali. Eu fiquei observando os estragos, até que uma menina pálida de cabelos negros feito a noite, olhos verdes cintilantes, e com cerca de 8 anos de idade perguntou: 

- Porque os humanos são tão cruéis? Porque querem matá-la? 
- Aquela senhora? Foi ela que causou tudo isso - disse eu - foi aquela bruxa que tirou a vida de muitos inocentes, ela que é o verdadeiro monstro aqui, nós apenas estamos nos defendendo. 

- VOCÊ É MÁ, SAI DAQUI, EU QUERO A MINHA MÃE! MÃAAAE...

Depois dela gritar, algo muito bizarro aconteceu; o ar ficou pesado e escutei a seguinte frase:

"Somos fruto dos seus erros, nós somos a consequência, somos a sujeira que de tanto acumular em baixo do tapete, decidiu se propagar para a casa inteira. NADA IRÁ NOS IMPEDIR"

Eu não lembro de nada depois daquela frase, reparei apenas que a voz era muito forte, como a fala de uma bruxa. Logo após isso, acordei no meu apartamento, mas as coisas estavam diferentes; o cabo do telefone cortado, a porta do apartamento trancada por correntes e nela, escrito: "Você não pode sair daqui, pague o preço por nos ofender, sua vaca americana metida a repórter". A única forma que vi para sair do apartamento foi por um buraco no chão do banheiro, que deu direto no esgoto da cidade, como se o um apartamento no 5º andar estivesse ligado ao subsolo por uma espécie de portal.

Quando consegui sair do esgoto pelo bueiro, vi a cena mais assustadora de toda a minha vida: a rua estava enfestada de criaturas bizarras, parecidas com humanos, porém do avesso, com a sua carne toda apodrecida, semelhante a zumbis de filmes de terror.

17 de Julho de 2016, Subsolo de New Asgard - Inglaterra, Reino Unido; Jack Simons.

Depois de 2 dias preso nesse laboratório abandonado, percebi alguns detalhes, apenas alguns monstros saiam desse lugar, pois muitos deles eram mantidos como prisioneiros, o que não faz sentido nenhum já que todos eles são monstros, é estranho que eles agem como se alguns deles fossem criminosos. Tudo estava quieto, até o relógio no corredor onde a minha cela ficava indicar meia noite.

- Todos se comportem, Lorde Longhand está aqui, todos se comportem para que possam continuar vivos.

Um dos presos não ouviu o aviso e continuou gritando na sua cela, até que um ser com aparência de uma árvore humana, com barba e cabelo grisalho, com chifres semelhantes a galhos de árvore, cheio de folhas, e com uma pele semelhante a casca de árvore apareceu na frente da jaula do prisioneiro, abriu a cela, e o despedaçou como se ele fosse feito de papel.

Depois de tal cena, todos ficaram quietos, até que a figura se dirigiu a minha cela e disse:

- Você, eu lembro de você, antes de me tornar o que sou, você salvou a minha vida.

CONTINUA...

Escrito por: Otávio
De: Ler Pode Ser Assustador

LPSA de Cara Nova!


Olá caros leitores.

Estou aqui para informá-los de que o blog está passando por algumas mudanças no dia de hoje, portanto, é bem provável que, durante este período, vocês se deparem com algumas instabilidades, mas garanto a todos que até o fim da noite de hoje tudo estará nos conformes. 

Mas porquê desta mudança? 

O Mês de Junho é uma data especial, é quando o LPSA completa mais um ano de atividade. Neste mês, estamos completando nosso 4º ano, e gostaríamos de marcá-lo com uma grande mudança. Lembrando também que, nesta nova aparência, não somente a versão web mas também a mobile mudou, melhorando os aspectos de leitura para ambos.

Portanto, esperamos que gostem do que irão ver e aguardamos por seu feedback. 

Enjoy!

O Circo


Eu e meu pai adorávamos circos, palhaços e coisas relacionadas ao tema. Sempre que um circo chegava em nossa cidade, éramos os primeiros da fila.

Como minha cidade era muito pequena e esquecida, dificilmente atrações desse tipo aconteciam.

Hoje de manhã, no jornal, tivemos uma surpresa quando vimos o anúncio de um novo circo na cidade. Eu pulei de alegria.

Tomei café,troquei de roupa e fui para a escola.

Voltei animada para ir ao circo na mesma noite.

Como de costume,meu pai também estava alegre e contente. Eu apenas me troquei, e fomos nos divertir.

Uma coisa estranha que eu havia notado, era que o tal circo, ficava afastado muito mais do que o normal. Aquilo era suspeito, mas continuamos mesmo assim.

Quando chegamos, parecia uma barraca de circo normal. Mas quando entramos, ficamos horrorizados com a cena.

Animais sendo mortos, homens sendo capados e mortos, mulheres e crianças sendo estupradas. Era simplesmente horrível. E o que mais me aterrorizou foi o que aquele palhaço falou:

- Venha menininha, fique aqui com a gente.

E depois soltou uma gargalhada de psicopata.

Eu e meu pai saímos correndo e chorando com o que havíamos visto. A ultima coisa que ouvi foi o palhaço gritando:

- Você vai se arrepender!

Quando chegamos em casa, a primeira coisa que fizemos foi contar o ocorrido para a minha mãe e depois chamamos a polícia. Quando eles chegaram disseram que não havia mais ninguém no circo. Apenas sangue e pessoas mortas. Eles também disseram que reconheceram a barraca. Era de um circo que sempre recebia denúncias de assassinatos.

Estávamos mais calmos depois de algumas horas, e fomos dormir. Quando deu 3:00am eu ouvi barulhos um tanto quanto estranhos. Os barulhos cessaram por um bom tempo, até que voltaram. Comecei a ficar assustada, então me enfiei debaixo da coberta. Meu sangue gelou quando eu ouvi a porta do meu quarto abrindo devagar. Estava tudo em silêncio, até que uma mão segurou a minha boca e fincou uma agulha em meu pescoço, me fazendo desmaiar.

Quando acordei, estava tudo preto, até que o uma voz dizendo ser o médico me contou o que aconteceu. Eu estava em um hospital. E aqueles membros do circo haviam arrancado minhas pernas, meus braços, meus olhos e matado toda a minha família, e também que eu estava com várias hemorragias internas.

Eu fiquei um dia inteiro agonizando... Eu estava morrendo. A última coisa que ouvi foi uma voz dizendo:

- Eu disse que você ia se arrepender...

Adaptado de: Aminoapps

Meus Desenhos

Olá seres repulsivos que amam o sofrimento alheio.

Sou Camila a nova escritora do LPSA e é um grande prazer escrever para vocês, a grande maioria dos contos será de minha autoria. Comentem compartilhem elogiem, critiquem (de forma construtiva por que eu me magoo fácil rs) 

E para mostrar a que vim, deixarei uma linda história. 

Bejim. Camila.


Me chamo Alicia, gosto muito de desenhar paisagens, pessoas e objetos.

Mamãe não gosta que eu desenhe pessoas, ela diz que eu posso ter pesadelos.

Nunca entendi porquê, essas pessoas são tão lindas e afinal que mal faria para uma criança?

Acho que mamãe se preocupa pelo fato das pessoas estarem flutuando sem piscar com cordas no pescoço. Mas acho esses colares de corda lindos.

Ou deve ser por que algumas delas, as vezes, não tem os braços ou cabeças. Mas isso é normal, algumas pessoas não tem mesmo.

Mas a que eu mais gosto é a Milady. Ela é linda, o corte em seu crânio valoriza seus grandes olhos azuis sem vida. Nunca me esqueço de desenhar sempre o corte que o papai fez em seu pescoço para mim.

Eu amo meu papai. Ele já deve estar chegando, e desta vez, pedi que ele trouxesse alguém sem as pernas.

Escrito por: Camila
De: Ler Pode Ser Assustador

Culpado



- Culpado! 

Murmurinhos tomavam conta da plateia e do júri. A sentença era um tanto quanto inesperada e causava espanto em todos no tribunal. Até mesmo o policial que pensava no que iria comer com sua esposa naquela noite esqueceu por um momento da sua fome, e pensou sobre o que recém presenciou, antes de ter que controlar um dos réus que bradava loucamente por justiça, questionando a sanidade do juiz, e quase indo para cima do mesmo. 

Entre cochichos, alguns berros, e inúmeras conversas paralelas, apenas uma voz se ouvia com clareza por toda o tribunal.

- Ordem! Ordem!

O juiz batia seu martelo ferozmente, como se cada batida que ele desse fosse o controle remoto que ele usava quando queria diminuir o som da televisão a noite, enquanto os vizinhos do lado resolviam transar durante o jornal e ele os podia ouvir. 

Aos poucos, as pessoas resolveram parar para tentar entender o veredito. 

O advogado de defesa então pronunciou-se:

- Vossa Excelência, permissão para falar.

- Negada. 

- Mas, Vossa Excelência, simplesmente aceitar a pena de morte por causa de um acidente de trânsito sem vítimas é um absurdo...

- Mais uma palavra e terei que tomar as medidas cabíveis.

O advogado estava sem reação. Ele olhou para o lado e viu seu cliente algemado, e novamente entrando em desespero.

Algumas pessoas na plateia levantaram e gritaram por justiça. O autor e o advogado de acusação levantaram-se e foram saindo conforme o juiz pronunciava:

- Caso encerrado. Declaro o réu culpado e sentenciado a morte!

Pessoas se exaltaram. Alguém passou mal. Policiais entraram para controlar a situação. O caos tomava conta do lugar.

-- // -- 

- Estamos na frente do Tribunal de Justiça, onde hoje, mais cedo, foi deferido o que seria o caso mais extraordinário e, segundo a crença popular, injusto da história da Justiça. O réu Antonhy Sells foi declarado culpa e sentenciado a morte pelo Juiz Ferdinand Grey, da 4º Vara Criminal da cidade de Yugsburg, devido a um pequeno acidente de carro ocorrido nessa sexta-feira. O autor da acusação, Charles Kent, requisitou pena de morte perante ao juiz, que aceitou sem hesitação. Estamos tentando entrar em contato com o juiz Ferdinand, mas até agora não obtivemos sucesso. Retomando a notícia, hoje mais cedo, aqui no Tribunal de Justiça, Antonhy Sells foi sentenciado a morte por...

-- // --

- Pronto. Está feito. - Ferdinand gaguejava, nervoso e tenso. Suas mãos suava e ele sentia como se fosse vomitar a qualquer instante.

- Muito bem. Você fez muito bem. Não queremos tipos como aquele sabotando nosso plano. - A figura misteriosa de um homem ficava a frente de Ferdinand.

- Planos? Eu só quero saber da minha filha viva. Eu sinto tanta falta dela... Por favor...

- Claro. Sua filha estará a salvo e bem. Não se preocupe. É só ela permanecer calada que nada irá lhe acontecer.

- Sim! Sem problemas...

A escuridão da noite fazia aquele beco ficar cada vez mais escuro.

-- // --

Barulhos de fotografias sendo tiradas e fita isolante.

- E aí Robert, o que você me diz desse aqui?

- Julgando como foi encontrado e pelos rastros deixados na casa, está claro que foi suicídio.

O detetive coçou a cabeça, agachou-se ao lado do corpo e retirou um bilhete de dentro. 

- Tem certeza? - E entregou o bilhete para seu colega.

O corpo de Ferdinand estava deitado no chão, com uma marca de corda no pescoço. Seu corpo foi encontrado pela filha, que havia voltado a frequentar as aulas, logo depois que a aula havia acabado.

No bilhete estava escrito em tinta preta escura:

Culpado.

Revisado por: Rogers

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O Inferno de Deus



Algo que criei costume de fazer ao ler e escrever é ouvir alguma(s) música(s), principalmente trilhas sonoras de fundo, somente o instrumental sabe? Portanto, irei recomendar uma ótima PlayList de terror, a qual usei enquanto escrevia essa Creepy... Garanto que a tensão e os demais sentimentos que essa história causará nos leitores aumentará em dobro caso escutem-a. Enfim... Boa leitura!


O som atordoante de contínuos disparos anunciaram minha queda forçada. E de forma atrasada, somente segundos após, meu cérebro notificou-me de que fui baleado... Repentinamente minha visão embaçou e da ponta dos pés até o último fio de cabelo pude sentir meu corpo tornara-se gélido.

Ao contrário do que todo mundo pensa, mesmo ferido fatalmente e estando em seus últimos momentos de vida, sim, pode-se sentir uma agonizante dor. Minha panturrilha esquerda doía de forma latejante. Nela e todos os outros quatro furos atuais em meu corpo queimavam de forma enlouquecedora. Mas, naturalmente, eu havia perdido minha voz e de forma gradual minha visão foi se apagando.

Coincidente ou não, meu último pensamento vivo foi... Sobre o inferno.

E como uma ducha fria, eu despertei em total desespero! Arregalando os olhos em meio à escuridão.

Em todos os ângulos não havia nada, sons, pessoas, alguma luz... Nada. A única coisa que preenchiam aquele suposto lugar onde eu estava era um frio congelante.

Passei minutos em silencio, e também sem pensar em nada. Estava em total choque, até que... Passos ecoantes eclodiram naquele ‘vazio’ em que eu estava, o som de sapatos sociais que estalavam a cada passo... “Tac, tac, tac, tac,”.

- Nossa, estou lhe esperando há muito tempo! Pensei que chegaria mais cedo - A voz máscula ecoou tanto quanto o barulho de seus passos.

Em reação eu girei o corpo em todos os ângulos, procurando o dono daquela voz, e ainda sim: Tudo o que pude ver era escuridão... E como se estivesse sendo iluminado ao sair de um local escuro, um homem foi ‘surgindo’ entre o nada.

Exageradamente baixo não passando 1,50m de altura, aquilo que parecia um anão andava em minha direção. Utilizando de um clássico conjunto social: Sapato, calça preta listrada, camiseta social, um terno preto fosco e um chapéu na cabeça que parecia de algum mafioso.

Por mais que o vazio onde estávamos não permitia noção de espaço, sua distancia era nitidamente mediana que, de pouco em pouco era reduzida. Quanto mais perto ele chegava, detalhes estéticos ficavam visíveis: Sua pele era rosada e seu nariz largo e comprido para baixo, quase se encostando aos lábios. As roupas eram dois ou três números acima de seu tamanho, e o anão tinha uma barriga gorda que se estendia para frente.

- Q-quem... - , Eu engasguei ao tentar falar. Uma sensação de medo invadia todo meu ser, mas negando este sentimento eu forcei novamente uma fala, agora torcendo para que saísse por completa e o mais máscula possível - QUEM É VOCÊ?!

Cerrei os punhos enquanto falava, berrando para o homem que não parou ou desacelerou seus passos.

- Cadreel. - Indiferente a minha reação, o homem respondeu, com o mesmo tom másculo de antes.

Estava acostumado com rivais... Ok, ok! Se acalme... Eu posso mata-lo, eu posso... EU POSSO!

Mas antes que meu estado sádico tomasse controle das minhas ações eu fui interrompido por um susto que me fez ter a mesma sensação de morte que sofri anteriormente, isso porque quando tentei assumir uma posição ofensiva só então notei...

Eu estava sem meu corpo.

O homem sorriu, mas não de forma assustadora e sim como uma gentileza confortadora.

Meu tronco, braços, pernas e todo o resto não existiam mais. Fui enganado por meu cérebro que automaticamente presumiu que eu ainda estava vivo... Finalmente, ao notar a situação indefesa que eu estava, um pânico que nunca havia sentido antes tomou conta do meu ser.

- P... Pare... Por... - Meus olhos lacrimejavam - O que... Eu... -

Por mais que sem corpo, ainda sentia-me tendo um.

Meu coração parecia querer sair pela boca, e se eu ainda tivesse uma bexiga, já estaria todo mijado.

- E-E... E... E... E... EU... -, Juntei qualquer sinal de força que ainda estava em mim e berrei com a voz ridiculamente afeminada - EU MORRI?!

O estranho parou a alguns metros de mim, com expressão despreocupada.

- Se acalme Cash... Aqui não é sua morte -, Seu tom másculo foi substituído por uma voz relaxada e bondosa - Na verdade, você está aqui porque me veio à vontade de conversar com você Cash.

Antes que eu pudesse pensar numa resposta ele prosseguiu com o que mais parecia um discurso para uma plateia.

- Você está em sua forma de espirito, sua alma. E infelizmente, sua alma reflete quem você é de verdade. - Sua expressão mudou para algo que transparecia pena e nojo.

- O que são os demônios que vagam em outra dimensão da terra, comparado a essas coisas que eu vejo... Merda! Ainda bem que praticamente ninguém vê isso. - Ele falou em tom humorístico, sorrindo enquanto falava.

Finalmente o pânico que me engolia foi desaparecendo... E, após alguns minutos olhando aquela cara humana e sorridente, eu pude relaxar. E como que sentindo isso, ele mudou sua expressão para algo sério, e após esses minutos sem falar nada... Falou friamente.

- Aiai... AI! Ai de você se fosse eu, aquele que lhe causaria vergonha por seus pecados.

Suas palavras me deram uma tensão inimaginável.

- Sente sua bunda inexistente em seu mar de escuridão e perversidade que lhe aparentam escuridão, e me escute pequeno ser nojento. - Entre suas palavras grunhia como um porco. E suas palavras levavam um ódio imenso consigo.

Em sincronia, tudo ao meu redor se coloriu em uma textura de cores misturadas, como vômito, de inúmeras misturas: Fezes, sangue, lágrimas, restos de carne e tudo aquilo de ruim que se poderia imaginar: Tomando conta do cenário ao redor, e consecutivamente me fazendo sentir o tato e cheiro daquela mistura horrenda.

Tudo começava a girar, intensificando a velocidade cada vez mais e mais, me deixando em estado de choque e com um enjoo absurdo.

Seus grunhidos se intensificavam e ele voltou a falar.

- NÃO, VOCÊ NÃO MORREU! VOCÊ ESTÁ NO LIMBO! - Sua voz tornou-se rouca e ao mesmo tempo aparentava levar consigo inúmeras vozes compactadas em uma só. Ele berrava cada vez mais alto, e a cada palavra parecia estourar meus tímpanos.

- VOCÊ PRECISA SER AVISADO, PARA ENTÃO - ... !

Interrompendo suas frases, seu tamanho aumentou drasticamente: Em altura e largura, fazendo suas roupas arrebentarem revelando um corpo gordo e flácido, agora assumindo a cor da pele humana. Ele tomou a mesma proporção de um elefante, grande e gordo e sua cabeça assumiu a face de um porco híbrido com um homem.

Se aproximando em passos largos e que causavam estrondo, ‘aquilo’ se aproximou do meu corpo minúsculo e me agarrou, fazendo-me perceber que sua mão foi substituída por uma pata horrenda de três dedos, cada um, com a grossura do meu braço.

Pude sentir minhas costelas e quadril espremendo-se e prestes a arrebentar.

- TUDO QUANTO FIZERDES, FAZEI-O DE TODO O CORAÇÃO, COMO AO SENHOR E NÃO AOS HOMENS - Ele recitou em berros e grunhidos um versículo bíblico.

- TUDO AQUILO QUE VOCÊ FEZ E Á DE FAZER É DIRETAMENTE FEITO AO SENHOR TEU DEUS, E NISTO VOCÊ SE PREJUDICOU NO MAIS PROFUNDO PECADO! -, Aquele monstro berrava e deixa-se babar litros de saliva espessa que mais aparentava esperma quente, contra minha cara - VOCÊ TORTUROU DEUS, APRENDIZ DE PORCO TÃO PREFERIDO!

Meus olhos queriam pular de suas orbitas de tão arregalados, e senti meu coração espremer-se em meu peito.

Ele sorriu largamente, revelando o triplo de dentes que um humano teria. Todos como garras pontudas e cobertas das mesmas substanciam do cenário: Vômito.

- VOCÊ ESTEVE TORTURANDO DEUS NESTES VINTE E OITO ANOS DE VIDA! - Ele falava, alargando seu sorriso de orelha a orelha, literalmente, rompendo a pele de suas bochechas gordas.

- TODOS SEUS ATOS HORRENDOS FORAM LANÇADOS DA MESMA FORMA EM DEUS! COMO QUANDO VOCÊ MATOU A PORRADAS CONTUNDENTES AQUELA GAROTA BÊBADA!

Ele começou a contar meus feitos, e em sincronia flash back's passavam por minha cabeça.

- ASSIM COMO FEZ COM JENNIFER DE QUATRO ANINHOS, VOCÊ ABUSOU VIOLENTAMENTE A DEUS! VOCÊ O FUDEU COM TODA SUA FORÇA! IGNORANDO AQUELE CANAL QUE MAL CABERIA UMA AGULHA! ASSIM COMO TODOS OS ESTRUPOS QUE COMETEU! - Ele parou de berrar grunhindo em meio a risadas, como se estivesse devorando cada memoria que citava - QUANDO MATOU A MARTELADAS E ESFAQUEOU O CADÁVER DE MAX, E QUANDO TORTUROU SOBRE SEQUESTRO AQUELE HOMEM DURANTE CINCO MESES! OU QUANDO MATOU JULIA FREITAS ENQUANTO SEUS PAIS ASSISTIAM!

Isso durou horas... E horas... Meus tímpanos haviam explodido e por eu não tê-los de verdade, fui obrigado a ouvir tudo que fiz.

O porco se acalmou aos poucos, após o deleite que havia tido. O cenário de vômito estava coberto de um esperma cinzento, misturado com sangue.

- VOCÊ... E todos os outros humanos o tornaram um masoquista... - Sua forma monstruosa foi sumindo, junto de sua voz horrenda, agora substituída por algo depressivo - E Deus nunca sentiu tanto desgosto de uma cria quanto sentiu de vocês... E agora... Ele os odeia como um sádico malvado... E tudo aquilo que plantaram... Hão de colher em dobro.

A escuridão sugou tudo ao redor, e novamente Cadreel, um anão vestido para um casamento estava em minha frente... Mesmo em pânico, eu inevitavelmente pensei “Eu vou pro inferno?” E como lendo meus pensamentos, ele respondeu.

- Não... Irá para um lugar pior, você ainda tem muito a pagar... Irá viver.

Em sincronia minha visão se tornou turva, a voz de Cadreel foi substituída pelo barulho de apitos de máquinas médicas, e constantes choques.

- ELE... VOLTOU! - Um homem disse entusiasmado e ainda ofegante.

Minha visão turva foi melhorando gradualmente... Enxergando uma sala cirúrgica, coberta de sangue e... Vômito.

Ao lado da minha cama estava um homem sem as pálpebras, me encarando com uma expressão assustadora e portando um par de desfibriladores que ainda pulsavam eletricidade.

Olhei ao redor lentamente, notando em um dos cantos da sala um homem com a altura de uma porta, gordo e pelado... Em uma de suas mãos tinha um porrete de madeira e na outra... Uma câmera.


Autor: Gabriel Freitas (HyvesBelaster.)
De: Ler Pode Ser Assustador

Quando o Inesperado Acontece

[Olá pessoal. 

Devido a alguns problemas, estou publicando através de minha conta um conto escrito pela Ana Paula, uma de nossos colaboradores. Gostaria de pedir forças a vocês para que ela possa estar voltando para nós o mais breve possível. Ela leva jeito para a coisa e, pessoalmente, gostaria de ver muito mais dela. Espero que pensem o mesmo e fiquem com mais um conto escrito por Ana Paula. 

Atenciosamente,
Alan Douglas.]

QUANDO O INESPERADO ACONTECE


O dia começou como outro qualquer, minha mãe me acordando às 6:00 com o café da manhã na mesa, vindos de uma família humilde, sem sonhos, sem planos... Vivendo um dia de cada vez, me arrumo, vou para aula… o tédio de sempre, entre professores ruins e matérias mau explicadas. 

Outra vez aquele garoto chato e metido a valentão, veio tirar sarro de mim por não ter um tênis de marca ou uma mochila decente, ainda me vingarei dele...

Chego em casa, tudo normal, mãe está no trabalho e vou ao meu único amigo, o computador, assisto alguns videos, droga outra vez essa maldita internet cai, na minha vida tudo parece errado, desde que meu pai se foi, mas isso é história para outro dia. 

Minha mãe chegou mais cedo hoje, me mandou ir ao mercado e como sou de muita sorte, dou de frente com aquele valentão outra vez... Não por favor, não me jogue, eu imploro a ele que não me jogue no bueiro… Mas não adianta..

Ahh se ele soubesse o que fez, apenas ouviu meus ossos se moerem com a queda, e eu apenas ouvi os seus risos, preso aqui em baixo a 3 dias, sozinho e aqueles risos ecoando na mente, com frio, e minha mãe? Pobre de minha mãe, enfim ajuda, policiais me encontraram, no hospital fingi que havia caído,  por medo daquele maldito me pegar outra vez por dedurar o que ele fez.

Semanas depois volto à escola, e lá está ele a rir de mim, entro no refeitório, pego uma pequena faca de cortar pão, calado eu apenas fito seus olhos, e suas bochechas enormes, acabada a aula… E lá vem ele outra vez... "Vamos Marcelo reage, seu franguinho, pobre, é por isso que não tem amigos seu covarde !” ( risos e mais risos )...

Puxo a faca e avanço contra ele, grito enquanto esfaqueio aquele rosto redondo e suas mãos ao tentar tapar o rosto e fugir dos golpes, quando termino, olho meu trabalho, uma obra de arte, seu rosto está em tiras, finas como bacon, então eu desapareço, perdoe-me mãe por te abandonar...

Hoje não voltarei para casa, mas o valentão nunca mais irá sorrir, e quanto a você que pensa ser o dono do mundo, prepare-se pois eu estou te observando agora, durma bem... risos risos risos

Escrito por: Ana Paula
De: Ler Pode Ser Assustador

SOBRE

Criado em junho de 2013, Ler Pode Ser Assustador é uma família de colaboradores que tem como hobby escrever, traduzir e compartilhar histórias/creepypastas com seus visitantes. Com gênero voltado ao terror, o blog traz mais de Mil publicações, dentre elas: creepypastas, lendas urbanas, livros, mangás, séries, filmes e etc).


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